A reta final de maio segue marcada por incertezas climáticas para parte das regiões produtoras de grãos do Brasil. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, os mapas meteorológicos indicam grande variabilidade nas chuvas na região central do país, enquanto os maiores volumes de precipitação devem se concentrar nas regiões Sul e Sudeste.

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Nas áreas produtoras de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o cenário exige atenção. A segunda safra de milho ainda depende de chuvas regulares para garantir o enchimento dos grãos e, caso o padrão mais seco persista, permanece o risco de redução da produtividade.
Além das precipitações, as temperaturas também devem mudar ao longo das próximas semanas. A tendência é de queda gradual dos termômetros nas principais regiões agrícolas do país, acompanhando o avanço do outono e a aproximação do período seco.
No Centro-Oeste, as temperaturas devem permanecer dentro da normalidade, com noites mais amenas, mas sem ocorrência de frio capaz de limitar o desenvolvimento das lavouras. Já nas regiões Sul e Sudeste, a redução das temperaturas deve ser mais acentuada, com maior amplitude térmica e possibilidade de madrugadas frias, especialmente no Paraná, o que aumenta a atenção sobre as lavouras semeadas mais tardiamente.

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Nos Estados Unidos, as condições climáticas continuam favoráveis para a safra de grãos. A previsão indica a ocorrência de chuvas em volumes suficientes para sustentar o avanço do plantio no Meio-Oeste, região que já registra ritmo acelerado de semeadura.
Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, esse cenário reduz os riscos de déficit hídrico nas fases iniciais de desenvolvimento do milho e da soja e reforça a expectativa de um bom estabelecimento das lavouras norte-americanas.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a possível formação do fenômeno El Niño. Dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) apontam cerca de 61% de probabilidade de transição das condições neutras para El Niño entre maio e julho, com possibilidade de persistência até o fim de 2026.
A tendência indica um evento de intensidade moderada a forte, que historicamente está associado ao aumento das chuvas na região Sul do Brasil e à redução dos volumes precipitados nas regiões Norte e Nordeste.
