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Brasil recebe com surpresa veto da UE e articula reação para preservar exportações de proteína animal

O governo brasileiro afirmou nesta terça-feira (12) ter recebido com surpresa a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal destinados ao consumo humano para o bloco europeu.

Foto: Divulgação

A medida foi aprovada pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Ração da Comissão Europeia e passa a valer em 03 de setembro de 2026. Até lá, segundo o governo, as exportações brasileiras seguem ocorrendo normalmente.

Em nota conjunta, os ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disseram que o Brasil adotará “todas as medidas necessárias” para tentar reverter a decisão e manter o fluxo comercial com a Europa. “O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu”, informou o comunicado.

A reação brasileira ocorre em um momento de forte dependência do agronegócio nacional das exportações de

Foto: José Fernando Ogura

proteína animal. O país é atualmente o maior exportador mundial de carne bovina e de frango e um dos principais fornecedores globais de alimentos.

O governo também destacou que o mercado europeu recebe produtos brasileiros há quatro décadas e afirmou que o sistema sanitário nacional possui reconhecimento internacional.

Segundo a nota, o chefe da delegação brasileira junto à União Europeia já agendou reunião para esta quarta-feira (13) com autoridades sanitárias do bloco para buscar esclarecimentos sobre a decisão.

Foto: José Fernando Ogura

O comunicado não detalha quais produtos poderão ser atingidos nem quais foram os fundamentos técnicos apresentados pela Comissão Europeia para a retirada do Brasil da lista.

A medida adiciona tensão à relação comercial entre Brasil e União Europeia em um período marcado por debates sobre exigências sanitárias, rastreabilidade, sustentabilidade e regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

A União Europeia é um dos principais destinos de produtos agropecuários brasileiros de maior valor agregado e costuma adotar protocolos sanitários mais rígidos do que outros mercados importadores.

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